Fuga da dor e busca do prazer

Fuga da dor e busca do prazer

Conforme a PNL (Programação neuroliguística), os indivíduos possuem basicamente duas formas de se motivar emocionalmente que moldam seu comportamento e os levam a tomar ou deixar de tomar ações: a fuga da dor ou a busca do prazer.

Ao longo da vida, o mundo exterior imprime em nós sensações de dor e prazer, às vezes de uma forma bem perceptível e outras muito sutis. Essas sensações são instaladas em nosso inconsciente e desencadeiam uma série de comportamentos que muitas vezes nem nós mesmos entendemos.

Estudando pessoas de sucesso e tentando entender como obtiveram êxito na vida, encontramos na maioria das vezes esses dois fatores de dor e prazer.

E qual é o primeiro passo para criar uma mudança?

O primeiro passo é tomar consciência do poder que a dor ou o prazer exercem sobre nossas decisões e sobre nossas ações. Se tomarmos as decisões conscientemente podemos compreender que esses vínculos ocorrem de uma forma constante. O problema é que a maioria das pessoas baseiam suas decisões no que vai criar dor ou prazer em curto prazo sem pensar no futuro.

Para obtermos aquilo que sonhamos, precisamos romper a satisfação do prazer imediato seguido de uma dor, alcançando o prazer a longo prazo de forma mais duradoura. Em 1972, um estudo foi realizado na Universidade de Stanford, nos Estado Unidos, com o intuito de testar a capacidade das pessoas de adiar uma satisfação. A maioria dos seres humanos tenta evitar a dor e alcançar o prazer a curto prazo e assim acaba criando a dor a longo prazo.

Para obter um melhor entendimento, segue abaixo um vídeo que ilustra claramente o adiamento da satisfação, intitulado de “O poder do marshmallow”:

 

 

Há pessoas que utilizam a “fuga da dor” como combustível para obter êxito em seus objetivos.  Um exemplo é a história do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no passado revelou em diversas entrevistas a maior dor da sua vida:  ter o segundo lugar em qualquer coisa. Isso para ele é sinônimo de fracasso!

Sua maior motivação deriva de sua compulsão em evitar essa dor que é um motivador muito maior que o seu desejo de obter prazer.

Em contraste, existem pessoas que utilizam como motivação a constante “busca do prazer”.

Utilizando a mesma analogia do exemplo anterior, há pessoas que tiveram muito prazer durante a vida e querem continuar melhorando ainda mais sua condição. Isso é o que as motiva em suas relações pessoais e profissionais.

Exemplificando, podemos citar Madre Teresa de Calcutá, ela sentia imenso prazer em ajudar os mais necessitados. Aliviar a dor dessas pessoas para ela era uma coisa maravilhosa.

O que percebi como Coach e Practitioner em PNL (programação neuroliguística), é que a constante fuga da dor e a busca do prazer não são tão determinantes na tomada de ações se não tivermos uma noção de quem somos.

O autoconhecimento é um grande aliado para um equilíbrio saudável entre o que você pensa e como você lida com seus sentimentos, motivando suas ações. Pense sobre isso.

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